Linguagem abstrata

A mescla de linguagens abstratas pode acontecer nas formas ou nas superfícies, ou simplesmente nas técnicas.  E a ideia de misturar telas e esculturas sempre foi uma jogada de mestre para expor obras que conversam entre si. A harmonia existente entre as obras de Moysés Mellin e Eduardo Petry  é maior do que somente a linguagem, elas se entrelaçam nas cores e nas formas.

Com linguagem abstrata e com existência própria, as esculturas de Moysés Mellin não têm a preocupação de representar algo. Suas obras se sobressaem pelo entrelaçamento gradual entre as cores e seus movimentos harmônicos, giram em torno de adequações e explorações geométricas em função de uma síntese formal e coesão plástica, visando princípios de movimento, desenvolvimento e fluidez. Em algumas obras costuma costurar o espaço vazio com a fita de aço em um ato quase gestual. Em outras, as linhas, os volumes, fazem a sequencia do espaço vazio circundante. Em outras ainda, utiliza planos curvos, ascendências curvas e volumétricas.

 

Já Eduardo Petry tem o pensar contemporâneo, em constante inquietude. Com uma incessante busca pelo desconhecido que irá aparecer na tela, estabelece um diálogo pictórico de pleno equilíbrio. Em suas obras sempre se destaca a intensidade da cor e da forma. Com seus desenhos regulares, utiliza a geometria, quase transparente, usando cores sóbrias como o branco, o cinza, o azul e o preto, sempre com uma explosão de criatividade.

Em ambas as obras pode-se vivenciar um momento de inquietação e questionamento no que se refere à formação dos movimentos, a colocação dos traços e à escolha quase natural das cores.

Sonia Skroski

Confira as obras da exposição.

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